sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sobre a Pedofilia

A pedofilia é praticada em todas as partes do mundo e atinge todas as classes econômicas. Qualquer ato libidinoso envolvendo um adulto e uma criança ou adolescente sexualmente imaturo pode ser considerado pedofilia: desde a atração sexual, fantasias da pessoa adulta, o assédio à criança, toques e afins. Mas para caracterizá-la não se exige a presença do coito, do estupro. Esse é um entendimento errôneo e qualquer dos fatos acima citados constituirá um desvio de personalidade e um crime.
A pedofilia e o abuso sexual – considerados as formas mais danosas de maus tratos contra crianças e adolescentes, é conhecido desde a Antiguidade e descrito há pelo menos um século pelo médico-legista francês Ambroise Tardieu. Esse tipo de abuso altera negativamente a vivência da sexualidade humana. O mundo inteiro vem encontrando dificuldades em estabelecer políticas públicas de prevenção e enfrentamento do problema. Isso se atribui talvez às diferenças legais, culturais e de como procedem os profissionais envolvidos que tomam conhecimento desse tipo de ocorrência. Estudos recentes comprovam que a maioria dos agressores tem um grau de relação bastante próximo com a vítima e estatisticamente foi observado que 50% das psicopatologias encontradas nos adultos resultam de traumas de infância – não necessariamente o abuso sexual, mas qualquer forma de abuso e maus tratos contra as crianças. Está disponível na Internet uma revisão de 100 anos de literatura sobre o assunto. Clique aqui para ter acesso ao artigo. Sugiro essa leitura a todos. Falando na web, vimos casos acontecendo via Internet, mas de maneira alguma o uso da rede está relacionado às causas da pedofilia. Ao contrário, ela não estimula e tem ajudado a tornar visível esse problema tão grave, repugnante e danoso a todos os envolvidos. Vale ressaltar que esse é um fenômeno bastante antigo e terrivelmente comum.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Furtos e roubos de carros em Santa Catarina (não-linear)

I- Furtos de veículos em SC

Uma média de 29,4 carros são furtados por dia no Estado e apenas no mês de março deste ano foram roubados ou furtados 913 carros - segundo levantamento da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização e do Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização de Santa Catarina.
Esses dados são preocupantes, uma vez que se observa um crescimento de 3,87% no número de ocorrências desse tipo no Estado e 2% em âmbito nacional, em relação ao ano anterior.
Foi observado ainda que entre o mês de abril de 2008 e março de 2009, o aumento de furtos e roubos no Estado foi acompanhado de um crescimento de 7,46% da frota catarinense, o que pode indicar que o excesso de veículos em circulação está ligado às ocorrências dos furtos.
O principal destino dos carros furtados é o desmanche, há envolvimento de fraudes nesses crimes e a cidade do Estado no topo da lista do maior número de ocorrências do gênero é Balneário Camboriú.

II-Finalidade dos furtos de veículos em SC

Os furtos se diferem dos roubos, pois os primeiros são crimes que envolvem violência para serem executados.
A maioria dos veículos que são furtados no Estado tem o objetivo de serem desmontados para que suas peças sejam revendidas – conforme afirmação do delegado Rodrigo Green, da Diretoria Estadual de Investigações Criminais.
Rodrigo Green afirma ainda que havia locais de desmanche de veículos aos quais ele mesmo teve acesso e fechou, que desmontavam carros em menos de três horas. O delegado acrescentou ainda que os ladrões tem também as motocicletas como alvo, porque são veículos fáceis de levar e mais rápidos de desmontar.
De acordo com este Editorial do jornal A Notícia, as quadrilhas agem em plena luz do dia juntamente com os receptadores. Para combater o esquema de desmanches, além de melhorar as condições operacionais da polícia (aumento dos efetivos, por exemplo) é preciso estimular a parceria da Polícia Civil com fiscais da Fazenda. Assim seria possível a melhor identificação do mecanismo dos receptadores, que chegam a “encomendar” as peças.

III - Cidades onde ocorre o maior número de furtos de carros em SC

No litoral Centro-Norte, Balneário Camboriú aparece no topo das 10 cidades de Santa Catarina em que mais ocorrem furtos e roubos em relação à quantidade de veículos que circulam pelas ruas do município. Foram 65 ocorrências apenas em março, o que corresponde a cerca de 0,117% do total de carros do município. Ainda na mesma região, em seguida aparece Navegantes, onde foram registrados 23 casos – cerca de 0,0113% da frota.
Na região Norte, Joinville aparece no terceiro lugar da lista – proporcionalmente ao tamanho da frota. Foram levados 155 veículos por ladrões em março, sendo o município no qual ocorreram mais furtos e roubos no mês de março.

Ficaram ainda entre as dez cidades com o maior número de veículos furtados Blumenau, Florianópolis, Itajaí, Brusque, Chapecó, Criciúma e São José. Os dados constam de recente relatório divulgado pela Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização).

IV – Donos de carros forjam furtos em SC

O delegado Rodrigo Green, da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, ressaltou que os números de furtos e roubos nas principais cidades levantadas como as que mais ocorrem os furtos englobam aqueles vendidos pelos próprios donos dos carros, ou seja, em alguns casos, há envolvimento dos proprietários dos veículos.

Nesses casos, os proprietários dos veículos furtados procedem da seguinte maneira: registram a ocorrência nas delegacias para conseguir receber o dinheiro do seguro. O levantamento desses fatos contou com a participação do Sindsegsc (Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização de Santa Catarina).

AIR FRANCE (não-linear)

I – Fatos

Na madrugada do dia 1° de junho, o vôo de longo curso 447, operado pela companhia francesa Air France, que se dirigia do Rio de Janeiro a Paris teve sua marca registrada no livro “vermelho” da aviação brasileira e mundial. A decolagem ocorreu às 19h30min do dia 31 de maio com previsão de aterrissagem em Paris às 06h00min do dia seguinte (horário de Brasília). Porém, o avião Airbus A330-203 desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo.
O último contato da aeronave aconteceu por volta das 23h15min e informava que estava saindo do espaço aéreo brasileiro, e entraria no de Dacar – Senegal. Desde então, não houve mais nenhum sinal da aeronave.
Com o alerta de um possível acidente ter acontecido, equipes se deslocaram até a região apontada como provável e destroços começaram a surgir num raio de 650 km de Fernando de Noronha, próximo ao Arquipélago de São Pedro e São Paulo.

II – Especulações e sensacionalismo

Com o acidente confirmado, as causas da queda do avião Airbus A330-203 da Air France ainda são um mistério para os especialistas e só poderá ser descoberto após ser encontrada a caixa preta do avião. Contudo, alguns cenários foram levantados como possíveis causas: uma tempestade, uma turbulência, uma falha técnica e até mesmo um envolvimento terrorista.
Observa outra forma de especular acerca do fato, desviando do ocorrido e fazendo alarde e sensacionalismo. Como sempre ocorre em situações catastróficas como essa, circula pela Internet um texto em forma de carta, que teria sido redigida pelo “vidente” Jucelino Nóbrega da Luz, onde supostamente previu o acidente e diz ter enviado o documento à Air France com a fim de avisar e tentar impedir o desastre aéreo . Leia a carta na íntegra aqui.

III – Vítimas e sobreviventes

Na quarta-feira posterior ao desastre, foi divulgada a lista oficial dos passageiros do vôo 447 da Air France. A pedido das famílias, alguns nomes não foram listados, sendo divulgados apenas 53 dos 58 nomes dos passageiros brasileiros que estavam a bordo. Os nomes dos estrangeiros não foram divulgados, conforme a Air France, em respeito à legislação francesa, que restringe a publicação de listas de passageiros em caso de acidente aéreo.O vôo 447 levava 216 passageiros, de 32 diferentes nacionalidades e 12 tripulantes.
A marinha, já no início das buscas, afirma que encontrar sobreviventes neste tipo de acidente é uma possibilidade muito remota, mas mesmo assim sempre existe uma esperança.
A cada dia que passa, as chances de se encontrar sobreviventes vai se tornando cada vez mais improvável, tanto pela proporção do acidente, quanto pelo local em que o avião caiu.

IV – Histórico
O desastre do Air France 447 representa o maior acidente aéreo da história da aviação mundial desde fevereiro de 2003, junto com o acidente envolvendo o avião militar iraniano que acabou caindo e matando 302 pessoas que estavam a bordo.
O acidente mais grave já registrado pela aviação mundial aconteceu no dia 27 de março de 1977, quando um avião da companhia americana Pan American e outro da holandesa KLM colidiram em pleno ar no aeroporto de Los Rodeos , na ilha de Tenerife, matando 583 pessoas a bordo.
Muitos acidentes aconteceram desde então, porém o mistério que cerca o vôo AF 447 pode reescrever tudo que conhecemos sobre a aviação.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Análise Wikipédia

1) Selecionar um verbete na Wikipédia em português
2) Conferir informações publicadas, verificando especialmente:

Verbete selecionado: Webdesign

a) atualização: feita em 17 de junho de 2009. O site apresenta informações atuais, ainda que nessa área estejam surgindo o tempo todo novos softwares e ferramentas.
b) exatidão: a definição e indicação dos termos está precisa e correta, dentro do conhecimento a que tive acesso nessa disciplina. Lendo tudo não encontrei informações que não procedem ou equivocadas.
c) imparcialidade: não se encontra opinião ou algum indicativo de valor, seja negativo ou positivo na descrição de webdesign.
d) objetividade: as informações não estão colocadas de forma tão objetiva e encadeadas de uma maneira muito lógica.
e) amplitude: o texto não é amplo o suficiente para a extensão do tema, porém foi utilizado o recurso de links e do “ver também”, o que ameniza um pouco o problema.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Crescei e multiplicai-vos?

Vai parecer blábláblá, pois aí vem a batida discussão: você é contra ou a favor do uso da camisinha? Eis a questão. Há um texto interessante de Drauzio Varella sobre a polêmica gerada em função da declaração de um padre a favor do uso de preservativo. Leia aqui. O papa Bento XVI representa a autoridade máxima da Igreja Católica e todos aqueles que estão abaixo dele, ainda que bispos e cardeais, logicamente não podem ir de encontro ao mandamento papal do “não usai camisinha”.
A questão é: pare e pense. Que tal olhar para as pessoas ao nosso redor? Se o papa é contra e alguns padres a favor, nós mesmos a favor ou contra o uso da camisinha, essa não deveria ser a grande questão. Hoje, as pessoas já não pautam tanto seus comportamentos pelo que diz a bíblia ou o papa. O problema é que também não estão se pautando em nada. Paramos de pensar antes de agir, de olhar para o outro, cuidar da gente mesmo. Uma vez que a gente encarasse o sexo sempre dentro de um contexto que fizesse sentido para nós mesmos, que nos fizesse bem, que significasse algo, ainda que puro prazer, mas sempre vendo o outro na história, não teria erro!
Não parece absurda essa discussão do tipo “vamos lembrar que o sexo acontece entre seres humanos”? Mas não é. Basta refletir um pouquinho sobre isso e agir seguindo essa premissa tão básica, que a vontade de cuidar de si mesmo e por conseqüência do outro a quem você vai entregar sua intimidade acaba acontecendo naturalmente. Ainda que pareça cafona ou romântico, a sexualidade precisa ser humanizada, ainda que por uma questão de saúde pública. Tudo bem: “crescei e multiplicai-vos” remete ao sexo depois do casamento e filhos, mas “amai-vos uns aos outros” remete a quê?

terça-feira, 7 de abril de 2009

Procura-se um amigo?

Tem uma frase do Vinícius de Moraes que diz: Procura-se uma amigo, que se comova, quando chamado de amigo. Você já pensou até que ponto um ser humano se deixa afetar pelo comportamento animal e está deixando de lado as relações humanas? Talvez ajude ler em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI12436-15220,00-FIQUE+TRANQUILO+A+BALEIA+PENSA+POR+VOCE.html) uma notícia sobre o tema. Vendo pessoas buscando sentido para sua existência na relação com animais domésticos ou adestrados, se espelhando no modo e “filosofia” de vida do mundo animal, não se escapa à pergunta: dá pra entender esse comportamento, o que se passa com a gente afinal? Interagir com uma pessoa igual a você parece estar sendo mais complicado do que se comunicar, demonstrar afeto e trocar vivências com bichinhos. Tratar bicho como gente não é acontecimento raro de se ver. Infelizmente, o contrário também é verdadeiro. Nada contra levantar bandeiras envolvendo os animais e abusos cometidos por aí, até porque somos os únicos seres com consciência crítica para fazê-lo, mas sem perder de vista as causas humanas. Chega de maniqueísmo, onde uma coisa exclui a outra, é ou isso ou aquilo e aprender a ver o mundo como ele é: um grande fenômeno, complexo, onde tudo se relaciona. Em pleno século 21, só pensando assim, podemos unir os interesses, protestar e reinvindicar com mais força e propriedade.

terça-feira, 31 de março de 2009

Pirâmide invertida - aula 31/03

Exercício 1: O texto A utiliza a pirâmide, porque apresenta uma narrativa linear, seu título já traz a notícia principal e apresenta as informações de maneira em que é possível se identificar uma hierarquia entre elas. Começa satisfazendo a curiosidade do leitor porque detalha a manchete e vai decrescendo o nível de relevância das informações. Isso prende a atenção uma vez que o mais importante é dito no início, além de induzir a clarear algumas questões, fazendo o leitor a permanecer lendo. Narra fatos e começa com “o que” seguido de “quem” – algo que deixa claro o uso da pirâmide invertida.
O texto B não utiliza a pirâmide, porque fala de um tema de maneira não linear. Começa narrando as sensações e impressões de quem escreve, depois lança o informação e retorna com a conclusões do narrador, além de sugerir uma discussão ou reflexão sobre o assunto.

Exercício 2: alternativa A – Informações principais/ informações intermediárias/ informações complementares.

Exercício 3: alternativa D – 2-1-3-4-3-4-1-2