Tem uma frase do Vinícius de Moraes que diz: Procura-se uma amigo, que se comova, quando chamado de amigo. Você já pensou até que ponto um ser humano se deixa afetar pelo comportamento animal e está deixando de lado as relações humanas? Talvez ajude ler em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI12436-15220,00-FIQUE+TRANQUILO+A+BALEIA+PENSA+POR+VOCE.html) uma notícia sobre o tema. Vendo pessoas buscando sentido para sua existência na relação com animais domésticos ou adestrados, se espelhando no modo e “filosofia” de vida do mundo animal, não se escapa à pergunta: dá pra entender esse comportamento, o que se passa com a gente afinal? Interagir com uma pessoa igual a você parece estar sendo mais complicado do que se comunicar, demonstrar afeto e trocar vivências com bichinhos. Tratar bicho como gente não é acontecimento raro de se ver. Infelizmente, o contrário também é verdadeiro. Nada contra levantar bandeiras envolvendo os animais e abusos cometidos por aí, até porque somos os únicos seres com consciência crítica para fazê-lo, mas sem perder de vista as causas humanas. Chega de maniqueísmo, onde uma coisa exclui a outra, é ou isso ou aquilo e aprender a ver o mundo como ele é: um grande fenômeno, complexo, onde tudo se relaciona. Em pleno século 21, só pensando assim, podemos unir os interesses, protestar e reinvindicar com mais força e propriedade.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Laura,
ResponderExcluirParabéns pelo teu texto. Está exemplar. A única observação é sobre o link por extenso. Prejudica o visual. Poderias inserir o link no texto, usando a ferramenta da corrente na pagina de edição de postagens.
Mas está ótimo
Castilho